Que Dia!

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- Mas que barulho todo é esse? Por que estão batendo na porta?

Percebi que quem batia na porta não pararia, então sentei na cama e tentei acender a luz do abajur que ficava na mesinha ao lado da minha cama, mas não aconteceu nada. O quarto estava um verdadeiro breu, me levantei e tateando para encontrar o interruptor, chutei com o dedinho do pé a quina do armário. A dor foi tão grande que comecei a xingar e a mancar. Quando enfim o achei, depois de apertar algumas vezes, vi que o apartamento realmente estava sem luz.

Droga!

Com mais cuidado e devagar, voltei a tatear a parede em direção à janela, abri a cortina para clarear o ambiente. As batidas na porta de entrada do meu apartamento não cessavam, vesti meu robbie e fui até ela para que quem estivesse batendo, não a derrubasse.

- Júlia, meu Deus, você está viva! - disse Brenda, entrando em meu apartamento.

- Estou e por que eu não estaria? O que você está fazendo aqui tão cedo? Usa a campainha pelo menos. E já te disse para só vir aqui em extrema emergência.

- Cedo? Júlia, já são onze horas da manhã. Você não reparou que está sem luz?! Na verdade, todo o prédio está assim, caiu uma árvore aí em frente, em cima dos fios.

- O quê?! Você só pode estar de brincadeira! Onze horas?!

Minha assistente fez que sim com a cabeça e eu a olhava espantada. Não era possível que, justo hoje eu havia perdido a hora. Corri para o meu quarto e foi só aí que me dei conta que meu celular estava sem bateria. E me toquei que ele não havia descarregado pela falta de luz.

Sem perder mais um minuto se quer, vesti a primeira roupa que vi. Não tomei banho e nem comi nada para não perder mais tempo. Peguei minha bolsa e saí quase correndo, puxando Brenda pelo braço. Automaticamente parei em frente ao elevador e fiquei apertando insistentemente o botão para descer.

Eu já estava ficando sem paciência e quase começando a reclamar, quando Brenda fez um barulho e percebi meu engano. Virei-me e fui em direção à escada, puxando mais uma vez Brenda pelo braço. Descemos quase que correndo os dez andares do prédio para chegarmos até o estacionamento...

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